Tendência: espaços de coworking podem invadir condomínios

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Espaços de coworking sugerem colaboração e integração do espaço residencial com o trabalho.

O mercado de negócios já não é mais baseado apenas em grandes empresas que possuem e demandam grandes estruturas. Cada vez mais, surgem empreendedores com ideias inovadoras e novos modelos de negócio que começam a se firmar no mercado, como as startups, as empresas digitais e a economia criativa.

Com isso, também muda a necessidade de espaço para o trabalho, aumentando cada vez mais a adesão ao coworking. Isso reflete uma tendência mundial: urbanistas, paisagistas, arquitetos e decoradores do mundo todo defendem que a economia compartilhada veio para ficar, seguindo o conceito da experiência do uso de bens ao invés da propriedade exclusiva.

Em tempos de Uber, Netflix e Airbnb, surgem modelos de negócios inéditos para atender a novos comportamentos da sociedade, que está cada vez mais conectada e buscando formas mais simples e eficientes de facilitar o dia a dia.

 

 

Com os apartamentos cada vez menores, a preferência ou necessidade de se trabalhar em casa é cada vez maior. Assim, o espaço coworking em condomínios residenciais começa a surgir como solução e também como tendência em 2018.

Quando falamos dessa tendência, é possível listar uma série de possibilidades sugeridas pelos empreendimentos. Espaços gourmet e lavanderias coletivas são os exemplos mais comuns de compartilhamento, adaptados para uma geração que busca lugares menores para viver como forma de consumo inteligente e sustentável.

O coworking já é realidade em condomínios em São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. A oferta também já é apresentada em outros estados por muitos empreendedores, em projetos futuros, que oferecem uma sala compartilhada para os moradores realizarem suas atividades profissionais dentro dos condomínios. Seria o mesmo que um espaço de yoga, lavanderia ou gourmet, porém, como outro objetivo: trabalhar perto de casa sem ser necessariamente dentro do apartamento.

A ideia de dividir espaços comuns em condomínios tende a aproximar ainda mais as pessoas.

 

 

Algumas construtoras estão lançando empreendimentos que já trazem em seu DNA a previsibilidade do coworking. No entanto, para que tudo seja positivo, é preciso criar regras e estatutos definindo como cada morador pode se beneficiar desse conceito, e prever se será cobrada ou não a utilização do coworking, dentre outras despesas envolvidas.

No caso de condomínios antigos, onde não havia a previsão desses espaços, pode-se fazer a adequação de um espaço já existente e que esteja ocioso ou não esteja sendo aproveitado. Pela criação do “espaço coworking”, esse quórum de aprovação tem previsibilidade no artigo 1.342 do Código Civil:

“A realização de obras, em partes comuns, em acréscimo às já existentes, a fim de lhes facilitar ou aumentar a utilização, depende da aprovação de dois terços dos votos dos condôminos […]”.

De toda forma, o mais importante sobre tendências é entender o momento de transformação que vivemos atualmente. É preciso criar soluções novas para necessidades antigas. Morar bem, ter qualidade de vida, economizar e criar bons relacionamentos interpessoais são requisitos básicos que nunca sairão de moda e que todo mundo quer, e participar do conceito de economia compartilhada é experimentar tudo isso de uma maneira simples e moderna.

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